Cherie nasceu em Phimai, no Isaan — o nordeste da Tailândia — e cresceu em uma aldeia rural em uma família de agricultores de arroz. O Isaan tem sua própria forma de ler o corpo: crenças ancestrais sobre como a tensão se instala, como a dor se manifesta, como o movimento liberta. Uma visão de mundo passada de geração em geração, não ensinada em livros.
Aos quatro anos, começou a praticar massagem dentro da família. Anos de artes marciais e dança aprofundaram essa compreensão — uma relação com o corpo que é ao mesmo tempo estrutural, intuitiva e profundamente física.
Parte da sua formação aconteceu no Reino Unido, onde cresceu dentro de uma comunidade tailandesa — um espaço entre dois mundos, onde a tradição do seu povo era preservada longe da sua terra de origem. Foi nessa ponte entre culturas que Cherie aprendeu o que significa carregar uma prática através de fronteiras.
Sua primeira base técnica veio de seu tio, que lhe ensinou as técnicas terapêuticas tradicionais utilizadas para apoiar os trabalhadores do campo após longos dias de trabalho manual. Com ela, aprendeu as técnicas de pisada nas costas e a localização precisa de pontos-chave de pressão, construindo desde jovem uma compreensão prática do toque terapêutico eficaz.